sábado, 16 de fevereiro de 2008

As preocupações ambientais na sociedade actual

A Terra está a aquecer. Cada vez mais esta parece ser uma realidade evidente, um panorama que teima em piorar e que parece não ter retorno à vista.
Será que chegou mesmo a altura de pensarmos de uma maneira mais "verde" e de se efectuar uma mudança radical urgente para que possamos dar um descanso ao stress que o planeta tem sofrido?

Naturalmente que quando se fala em poluição, toda a gente levanta a mão, mostrando-se mais entendida na matéria do que realmente é. Muitos descuram as alterações que isso acarreta, por algumas levarem mais tempo a manifestar-se, ou por não serem tão visíveis.
Já o meu avô, os mais antigos em geral, dizem que o tempo já não é como outrora foi, que as estações do ano estão todas indiferenciadas, ou seja, que o Inverno e o Verão quase que "passam por cima" da Primavera e do Outono. A seara que dantes crescia viçosa e o ribeiro que corria alegremente para a alimentar, hoje recuou e a chuva que dantes era certeira para fazer brotar o cereal, hoje praticamente deixou de se ouvir e o meu avô António quase que consegue contar os pingos de água que entram nas fendas da terra gretada.
O efeito de estufa, esse que normalmente seria tão benéfico há centenas de anos, agora está a tornar-se uma dor de cabeça. Com a concentração dos gases de efeito de estufa (GEE) a aumentarem na atmosfera, estes "obrigam" a Terra a reter mais calor do que aquele que seria "necessário". Este desequilíbrio, mesmo que pareça muito pequeno aos nossos olhos, apenas com o aumento de umas décimas de ºCelsius, é o suficiente para destabilizar os ecossistemas, verificando-se o degelo dos glaciares e das calotes polares, inundações e períodos de seca, furacões, todos estes fenómenos cada vez mais frequentes e mais violentos. E o problema é que tudo isto está a aumentar a um ritmo alarmante.
O problema é que os países mais ricos, aqueles que poderiam fazer a grande mudança, recusam-se a cumprir objectivos mais ecológicos sob pena de registarem uma quebra na economia. A ganância é grande pecado, não é? Um pecado que se pode pagar demasiado caro. O dinheiro é assim a grande máquina contra a Natureza.
Há certos organismos que contribuem na tentativa de seduzir esses "senhores" para a beleza da Natureza, e que deverão preservá-la, mas muitas vezes sem sucesso, demasiadas vezes não são ouvidos ou ainda são prejudicados e enfrentados por aqueles que detêm o poder, e tudo isto só por terem uma atitude ambiental correcta.
Mas todos nós podemos ajudar o ambiente, começando até pela nossa própria casa, tantas medidas que podemos tomar: adquirir electrodomésticos de classe A, trocar as lâmpadas incandescentes por umas mais económicas, reduzir os resíduos com a política dos 3 R's (reduzir, reutilizar e reciclar). Podemos fazer muito pelo ambiente, pois ainda temos muito para dizer e aprender com ele.

Acredito que com a sensibilização das camadas mais jovens se possa desde cedo contribuir para boas práticas ambientais, pois elas são simples e cabe a todos nós um papel importante neste julgamento em que se decide o futuro do nosso planeta. Vamos lutar pela "saúde" do nosso planeta, vamos dar luz Verde às gerações vindouras!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Proposta de produção escrita: Eutanásia - Sonho para uns, Pesadelo para outros

Plano-Guia

Introdução
  • O que é a Eutanásia?
  • Quais os países onde esta é ilegal

Desenvolvimento

  • Situação actual da eutanásia na sociedade
  • Opinião das diferentes religiões
  • Posição dos familiares quando enfrentam esta situação
  • Casos conhecidos

Conclusão

  • A minha opinião

Por Voo da Sabedoria - Angélica Vasconcelos n.º 8

Proposta de produção escrita - As preocupações ambientais na sociedade actual

Introdução:

  • Nota da problemática da situação

Desenvolvimento:

  • O antigamento
  • A Sociedade Actual - as principais alterações
  • A política dos 3 R's
  • A calamidade e as vozes de contestação

Conclusão:

  • Noções de como suavizar este grave panorama
  • Consciencialização da população e educação às camadas mais novas

Por Voo da Sabedoria - Duarte Luís nº15

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Poema Vigésimo Primeiro - Alberto Caeiro

Poema Vigésimo Primeiro de Alberto Caeiro

Música : Gianna Nannini - Meravigliosa creatura

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A Feira de Castro

A feira de castro
Olho no horizonte. O azul céu confunde-se com o arco-íris da multidão que deambula por entre barracas onde, fervorosos vendedores, apregoam os seus produtos: -comprem, comprem! São só cinco euros!
E a turba mexe e remexe – atenção às carteiras – ouve-se ao longe.
A feira também lugar para a acção dos larápios, que roubam os mais descuidados.
Esta é a feira de castro, e a minha infância e a da minha adolescência, a caminho da idade adulta.
- É diferente, a feira, agora! – Dizem-me
Mas para mim será sempre a feira das farturas, das luzes, das castanhas…
Aquela que percorria pela mão de minha mãe, de olhos arregalados para aquela imensidão.
Esta é a feira de castro. Sem gado, dizem-me. O meu pai já não vai regateia o preço dos animais a comprar ou a vender. Mas para mim será sempre a Feira po0rque anseio, ano após ano!
Trabalho postado por Rui Carlos
Novamente Feira e Castro Verde

Mais um ano que passou, mas uma feira anual de Castro Verde que chegou. Como devem de saber, ou não, a feira é a época do ano mais desejada do ano, é onde os jovens e as pessoas mais idosas se encontram com dois objectivos em comum: fazer compras e divertir-se.
Por onde quer que olhasse, apenas via cores alegres, pois eram raras as vezes encontrar pessoas que estivessem tristes. Até as pessoas que lá estavam a trabalhar estavam rodeadas de cores alegres, apesar de estarem sempre com cara de quem ainda não tinha vendido muita coisa. Mas após reparar bem, as cores que se viam eram as cores escuras das roupas dos ciganos, mas apesar disso não se via muita tristeza.
Ao relembrar a feira, consigo sentir uma mistura de vários cheiros ao mesmo tempo, como por exemplo o odor da gordura quente e das farturas acabadas de fritar em conjunto com o açúcar e canela, o cheiro das pipocas doces fresquinhas juntas ao algodão doce. Consigo sentir também o odor dos ciganos cansados dos longos dias de trabalho e o cheiro a bebidas e comidas quente que vinha de varias barracas ou até dos restaurantes às horas das refeições.
Mas o que mais gostei de ver na feira foram várias mães com filhos com os olhos a rilhar por terem recebido mais um brinquedo novo que os pode entreter durante algum tempo e ao verem o brinquedo vão dizer à mãe:” Compras-te isto na feira, não foi?” e ficam com um grande sorriso. Também se viam pessoas de todo o “jeito”, “cor” e “tamanho”, pessoas que mais uma vez vieram viver a emoção da feira de Castro Verde e pessoas que vieram de longe apenas para poder dizer que vieram à nossa feira.
Posso concluir assim que apesar de tudo, passou mais um ano e com ele mais uma tradição da nossa vila. Mais um ano que vai ficar relembrado como a Feira de Castro Verde e muita gente vi comentar e dizer:” Olha lá, lembras-te daqueles dias da Feira de Castro Verde de 2007?”.
Plano-guia do texto “Novamente feira de Castro Verde”

Introdução: - O que é a feira para nós.

Desenvolvimento: - As cores (abstractas e concretas);
- Os vários odores existentes na feira;
- Os vários tipos de pessoas que vieram à feira.

Conclusão: - Mais um ano que passou e as lembranças que ficam.
Publicado por Nádia Marçalo

domingo, 4 de novembro de 2007

Feira de Castro Verde

Exposição: Texto Expositivo-Informativo
"Feira de Castro Verde"

A feira de Castro Verde é uma das maiores e mais antigas que se realizam no sul do país. Tem lugar no 3º fim-de-semana de Outubro, sendo o Domingo o dia principal da feira.
Em tempos, a chegada da feira de Castro era a tão aguardada festa que agitava anualmente o comércio do campo branco, em que o povo da vila e dos mais longínquos lugares do país vinham conviver e onde os nossos pastores e agricultores se vinham abastecer de provimentos e das mais variadas ferramentas para enfrentarem, desse modo, mais um ano de intenso e árduo trabalho. Nesta altura, os feirantes e negociantes de gado instalavam-se em Castro Verde, em casas particulares durante pelo menos uma semana, porque não havia a facilidade dos meios de transporte de hoje, daí que os mais velhos digam que a feira de Castro já não é o que era. Apesar dos novos tempos há tradições que a feira guardou: o polvo assado, a senhora das benzeduras, o homem dos cajados, as batatas doces cozidas...Continua a ser a grande feira do sul, apesar desta se ter “modernizado”, continuando a ser um dos maiores acontecimentos da nossa região, onde o visitante não ficará certamente indiferente a esta autêntica “romaria”.
A feira é um local onde se pode apreciar e adquirir quer o artesanato típico, quer a gastronomia da região, quer os sabores doces e, os frutos secos que tornam a nossa feira num verdadeiro tributo ao paladar.
O cheiro tão característico das castanhas assadas, que anunciam o Inverno rigoroso que não demora a sentir-se, as farturas que olham impacientemente para os visitantes, na esperança destes as levarem, o algodão doce que faz a delícia dos mais pequenos.
A feira de Castro é um local de encontro de gerações e etnias, onde nestes dias, a vila fervilha de ciganos, desalinhados e irreverentes, prontos a vender gato por lebre, africanos a venderem bonitos artefactos e peças decorativas de madeira e marroquinaria e chineses que nos trazem tecnologia barata de pôr os olhos em bico.
O som dos comerciantes a apregoar os seus produtos contrasta com o som da música que se começa a ouvir pelas ruas, das modas alentejanas cantadas alegremente pelos grupos corais da planície, das bandas filarmónicas que dão à feira uma intensidade e personalidade próprias e ao som da viola campaniça e do cante de baldão, capaz de inspirar os melhores trovadores a puxarem pela voz.
A feira de Castro é assim, a maior feira do sul do país e das que tem maior tradição, um evento único no Alentejo e que de certeza lhe irá deixar alguma saudade no coração.
Até para o ano!


Plano-Guia

Introdução:

  • Pequena descrição da feira

Desenvolvimento:

  • Tradição: Será que se está a perder?
  • A feira
    -Paladares
    -Tradição
    -Atesanato
    -Música
    -Cultura

Conclusão:

  • Convite a visitar a feira

um pequeno aparte para quem gosta de poesia popular :)

Quadra alusiva à feira

Adeus ó feira de Castro

Que de longe te estou vendo

Já levo a ponta do pau gasto*

E as bordas do cu ardendo**



(A quadra da ironia e brejeirice popular em honra da feira, tal era o gozo)

* O pau era o cajado de guardar o gado

** As bordas do cu ardendo de tanto estar sentado na festança

Publicado por Duarte Luís